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Torcer é criar laços sociais, compartilhar momentos, aprender valores como tolerância, amizade e respeito e até superar conflitos familiares.

Uma coisa é torcer porque eu sou a favor daquilo e quero que dê certo. A outra é quando você passa a ser contra alguma coisa, o que envolve o desejo de destruição. A partir do momento que você começa a desrespeitar a torcida adversária, isso é um estopim para desencadear a violência.

Segundo estudiosos, uma das causas dessa violência é a falta de outras referências de vida, de noções e de modelos de comportamento éticos. “A rivalidade pode se tornar algo saudável, se estimula o espírito esportivo.”

É nesse ponto que entra a família. “Muito desse comportamento nós herdamos dos pais”. Como o pai é a principal referência da criança, se ela vai com ele ao estádio e ele xinga o adversário, ela pensa que pode fazer o mesmo. À medida que cresce, ela acha que deve ser melhor que ele e, nesse caso, significa ser mais agressivo do que o pai.

Por isso a importância de ensinar às crianças os valores que devem ser respeitados dentro e fora do estádio, para fazer do futebol – e do esporte em geral – um espaço mais seguro e democrático. “Que os adultos levem para o estádio as mesmas relações de convivência que desejam para as atividades em família, como respeito ao espaço do outro e às diferenças”.

Texto: Stephanie Kim Abe e Andrezza Duarte

Educar para Crescer

 

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